Esta obra é tão próxima do fim inevitável quanto da vida em seu estado de abundância: cisnes, raposas, serpentes, gatos, pombas, e até porcos mágicos. Os bichos fazem festa em assombrosas aparições, e Eros e Thanatos se personificam em seres e/ou situações para percorrerem seus fluxos naturalmente através dos bosques e parques ambientados nos poemas. “”Beija-flor me chamou porque morria / e meus dedos rudes entendem de enterro.”” Sempre em escape, em rota de fuga, os animais transitam como parte de um cortejo fúnebre, sobretudo em “”Dos bichos””, a primeira parte do livro. A segunda parte, “”Da morte””, não trata da procura incessante pela mesma, e sim do reconhecimento de sua irredutibilidade, e justo por isso de outros modos de ater-se à vida.As operações geram um mosaico de imagens ousadas: o ouroboros apresentado no poema “”Cosmogonia””, “”você se reconhece no berço,/ as escamas da cobra/ subindo/ como escadas até o começo.”” E outros explícitos apelos de eternidade, como a figura da trisav
MORRER NUM DIA BOM – 7 LETRAS
MORRER NUM DIA BOM – 7 LETRAS
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