Nas dez narrativas reunidas em Dicas da imensidão, Margaret Atwood, um dos maiores nomes da literatura canadense, ilumina o instante único capaz de moldar uma vida inteira. De realidades tranquilas e insuspeitas emergem subitamente situações das mais inquietantes, que desestabilizam a rotina da gente comum.
Da vulnerabilidade da adolescência, passando pelas paixões da juventude à precária complexidade da meia-idade, a vencedora do Man Booker Prize cria um habilidoso mosaico onde as nuanças da árdua jornada humana são vistas através de uma aura de beleza e mistério. Passado e presente se fundem perfeitamente nessas histórias, vistas em sua maioria através do olhar de mulheres que refletem sobre o momento em que perceberam que “”nada aconteceu”” como esperavam.
Um corpo descoberto muito depois de sua morte como metáfora de desejos, oportunidades e esperanças. Um cisto ovariano que parece refletir a conduta de sua ex-portadora. Uma mulher que chega à meia-idade decidida a ter um filho, ma

