Às mulheres cabe o cuidado tanto dos indivíduos como da humanidade. Suas ações são socialmente inferiorizadas e esquecidas na elaboração teórica, sendo que, no processo de sexualização da mulher, fica decidida a sua subordinação ao homem e está inscrita a sua marginalização social. O homem é pensado como herói e como ativo. Assim, a natureza tem de ser produtivamente submetida e dominada. O homem está a todo momento em concorrência com outros. [.] Daí que, em uma formulação sensacionalista, também se pode falar do sexo masculino como “”o sexo do capitalismo””, tendo presente que a ideia dominante de “”sexo”” na modernidade é, de modo geral, uma versão dualista de “”masculinidade”” e “”feminilidade””. Assim, o modelo de civilização da produção de mercadorias tem como pressuposto a humilhação e a marginalização das mulheres, bem como o simultâneo desprezo do social e da natureza. Esses momentos são empurrados para a esfera da reprodução, onde levam uma existência abstrata e tacanhamente privada.
SEXO DO CAPITALISMO, O – EDITORA ELEFANTE
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