“” [.] a palavra ‘texto’ e a palavra ‘tecido’ compartilhavam a raiz latina texere, que significa tecer, trançar, amarrar.””
Linhas trançadas ao tecido, ponto a ponto, formam imagens, objetos, símbolos que quase sempre narram uma história. Aqui, o texto de Jazmina Barrera tece a trama de Mila, Dalia e Citlali, três amigas unidas na adolescência por fios improváveis e separadas pelo transcorrer da vida, mas têm suas lembranças reavivadas após uma tragédia, tal qual um trabalho em ponto-cruz abandonado há tempos e retomado com paixão e nostalgia.
É o artesanato Ponto-cruz que dá título a esta obra que, com arte, destreza e minúcia nos detalhes, conta a vida das três jovens através da agulha e linha de Mila. Entre recordações dos tempos de colégio, viagens internacionais, visitas a museus, experiências transformadoras e aprendizados ancestrais, a narradora resgata as sensações e os sentimentos compartilhados pelas garotas, diferentes na personalidade, semelhantes na intensidade, unidas por

