Coleção Origem. Respostas avançadas para perguntas fundamentais.
Na era do big data, é tentador presumirmos que informação clara e direta basta para convencer pessoas e impulsionar mudanças políticas e comportamentais. Mas infelizmente as coisas não são tão simples, argumenta a renomada neurocientista Tali Sharot. Ela nos mostra como a emoção tende a dominar a razão quando o assunto é tomada de decisões.
Parte do nosso trabalho diário como seres humanos é influenciar os outros. Fazemos isso porque cada um tem experiências e conhecimentos únicos, que outros não têm. Mas será que desempenhamos bem esse papel? Não é raro recorrermos, sistematicamente, a comportamentos ineficazes ao tentar mudar crenças e comportamentos alheios. Muitos desses instintos não funcionam, porque são incompatíveis com a maneira de a mente operar.
Sharot escreve, por exemplo, sobre o surpreendente fato de que apenas 39% dos funcionários de hospitais lavam as mãos corretamente. Um estudo descobriu que colocá-los

