“”Amazônia Negra: as imagens da cor do (in)visível surgiu de um trânsito pessoal, de onde pude ressignificar minhas experiências como um corpo negro, com marcas e cicatrizes, para um corpo pensante, cheio de potências e desejos – sobretudo, de libertação dos estigmas.
Chegar à Rondônia foi o passo decisivo para as mais importantes conexões, foi o que me trouxe a capacidade de falar pelo meu corpo, de dizer o que este corpo sente e espera desta experiência terrena.
O livro nasce de pequenas incursões, em que a cabeça, antes repleta de estigmas, dá lugar aos movimentos de uma Amazônia Negra pulsante e cheia de nuances que se aproximam das minhas. Nasce também de um despertar para uma economia visual, em que o meu corpo e a minha mente são ospilares da casa que preciso reorganizar constantemente – dentro de um sistema que se alimenta da vantagem sobre a cor dessa casa.
São histórias que se movem para um destino comum: o da dignificação, do encontro com possíveis parentes; são afetos q

