Uma questão incontornável ao espírito político e ao intelectual público, hoje no Brasil e na periferia do capital, é a da ordem dos despejos linguístico, cultural, territorial e ontológico a que foram submetidos quase 80% do povo brasileiro ao longo de sua história, cujo maior desafio é não só o de como instalar uma máquina de guerra conceitual e simbólica no cerne da tripartição do pensamento arborescente (um eu forjado pelo colonizador; a representação do mundo imposta pelo capitalismo genocida e seus sistemas; os meios e suportes de circulação de seus valores em agonia) e construir com esses despejados uma epistemologia popular libertária, mas principalmente o de criar condições para que cada despejado, individual ou coletivamente, possa dispor de uma língua que dê forma ao seu devir rebelde contra a palavra de deus que têm legitimado esses ordens de despejo, instituído uma política de morte e se transformado em deus-dinheiro e, através dessa língua, empenhar sua vida como um estilo
Conexões pós-doc: Agenciamentos do programa de crítica cultural, na UNEB, para outras interpretações do Brasil – MERCADO DE LETRAS
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