A Encarnação do Verbo divino, realizada por decreto eterno do Pai e por obra do Espírito Santo, inaugurou uma nova fase na história humana. Até então, Deus se revelava aos homens por meio de intermediários humanos, homens pios ou agraciados com o múnus profético, cuja missão era anunciar a mensagem divina ao povo eleito. Todavia, a partir do advento de Jesus Cristo, Nosso Senhor, essa realidade mudou, e por Ele e n’Ele, Deus falou diretamente aos homens: “”Muitas vezes e de muitos modos, Deus falou outrora aos nossos pais. Nestes dias, que são os últimos, falou-nos por meio do Filho”” (Hb 1,1-2). Justamente por isso, em sua Epístola aos Gálatas, São Paulo, o Apóstolo das nações, precisa que a vida de Jesus e a realização do Seu ministério salvífico representam um momento único e central de história da humanidade, isto é, a “”plenitude dos tempos”” (Gl 4,4).
De modo efetivo, por mandato de Jesus, essa Revelação deveria ser transmitida pelos Apóstolos e pelos seus sucessores a todos os povo

