Ao ser questionado, em uma entrevista, se havia abandonado os enredos fantásticos em seus contos por enredos mais realistas em razão de uma maturidade produzida pela idade, Jorge Luís Borges interrompeu o jornalista com um aviso: Alto lá, ainda não decidi qual das duas é verdadeira.
É um privilégio na literatura podermos distinguir entre o real e o fantástico e, no fim, vivenciarmos ambas as manifestações como se fossem verdades. Em um livro, mesmo as manchas que surgem são manifestações de uma intenção estética, avisando ao leitor que é hora de alumbramento.
A narradora de É tudo inventado, mas não é mentira nos apresenta a história de um adoecimento, em que a heroína Ana Borja não consegue diferenciar as manchas da realidade justamente quando um de seus filhos mais precisa, seduzido por teorias anticientíficas e conspiratórias.
A autora faz uso de metaficção para contar sua história, justamente quando mais precisamos, seduzidos por teorias anticientíficas e conspiratórias.
E alto lá, ainda não podemos dizer qual das duas é verdadeira.
Autor: Nicácio: Camila
Editora: QUIXOTE + DO
É tudo inventado, mas não é mentira – QUIXOTE + DO
É tudo inventado, mas não é mentira – QUIXOTE + DO
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