Quando o assunto é Diego Armando Maradona, convém sempre perguntar antes sobre qual dos “”Maradonas”” se pretende falar.
Aquele que batia bola nos potreros da Villa Fiorito ou o personagem que alcançou o estrelato atuando em grandes palcos do futebolmundial? A figura protetora sempre pronta para cuidar dos amigos e da família ou o astro controverso, rotineiramente bombardeado por detratores e pela imprensa? O atleta símbolo de coragem no enfrentamento aos poderosos ou o homem que tantas vezes expôs sua fragilidade ao público, seguidamente derrotado pelas próprias fraquezas?
Nas palavras do jornalista Ernesto Cherquis Bialo, “”Maradona é Fiorito e Dubai. É barro e sete estrelas. Torneiras de ouro e latrina””. Desta mistura complexa e fascinante, nasceu um ícone inigualável, que colecionou histórias, conquistas, polêmicas – e que despertou nosso desejo de acompanhá-lo de perto, por vezes fustigá-lo e, também por todo esse indecifrável emaranhado de atributos, idolatrá-lo profundamente.
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