Quando uma sociedade, palavras e crenças desabam, é preciso fazer uma ´desinvenção´ do antigo mundo de certezas e tentar um enlace, um casamento entre a poesia e a razão. É isso que eu gostaria de inventar nesse ensaio antropológico com rasgos poéticos, como se estivesse alimentando propositadamente a minha tentação de preencher a razão com poesia, conferindo certa racionalidade ao indizível que a habita. Ambas expressam nossa vida, nossas vivências, dúvidas, amores e ódios, desejos de amor. Gostaria de amalgamar a poesia e a razão para ver se algo novo acontece, para ver se a ferrugem sai dos velhos conceitos e se torna um tema poético antiferruginoso. Queria que a velha panela do pensamento filosófico tivesse outro brilho, pudesse se tornar exclamação de agradável espanto, riso e brincadeira de incertezas. Gostaria de sair do sério da filosofia para brincar com ela e com seus taciturnos representantes. Intuo a dificuldade em mim mesma, por isso queria tentar como método de trabalho s
ENSAIO DE ANTROPOLOGIA FILOSÓFICA – RECRIAR
ENSAIO DE ANTROPOLOGIA FILOSÓFICA – RECRIAR
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