O Pe. José Vaz foi tudo: mendigo, cabeça a prémio, objeto de batidas, como se fosse um tigre, cativo, limpa-chagas, curandeiro, diretor de hospital, recebido em audiências particulares e venerado por dois imperadores budistas, chefe de uma plêiade deheróis, taumaturgo, indigitado a bispo. Nenhuma destas situações foi ele que as procurou. Vieram ao seu encontro, mandadas pelo Senhor, por razões que nunca procurou aprofundar. Aceitou-as, apenas, com a simplicidade de escravo voluntário de um Soberano que sabe mandar, com a simplicidade de criancinha para quem os braços do Pai são toda a sabedoria, toda a omnipotência, toda a bondade.
Nunca o espírito de aventura habitou no coração do Pe. José Vaz. Mas, na sua incomparável obra, o panorama exterior das aventuras prendeu-se com tamanha intimidade ao panorama íntimo da sua alma que o estudo deste último implica necessariamente o estudo do outro.
Sem o heroísmo interior do apóstolo não se compreende o milagre da ressurreição da Igreja emCa

