Este livro reúne práticas de pesquisa e intervenção que utilizam o dispositivo das escrevivências, inventado por Conceição Evaristo, como uma perspectiva política de escrita. Os textos nos convocam a investigar mais profundamente as conexões entre odispositivo de escrita e as perspectivas metodológicas e epistemológicas dos saberes da psicologia e da psicanálise. Interrogam nosso saber provocando fissuras para acolher outros horizontes político-epistêmicos. Contribui, de um lado, para consolidar a legitimidade da proposta no campo acadêmico e, de outro, para qualificar e potencializar seu rigor político, epistêmico e metodológico. Ao reunir os caminhos que já foram abertos por outras pesquisadoras, pavimentamos o terreno na defesa políticadas narrativas negras. Esperamos que as potentes e criativas construções contribuam com novas pesquisas no âmbito da graduação e da pós-graduação.
O livro se divide em duas seções: na primeira, reunimos reflexões teórico-epistêmicas que conectam a

