Há pequenos encontros e desencontros que experimentamos pela vida e pela imaginação e deixamos esquecidos em uma esquina da memória. Espiando pela fresta fala de coisas pequenas como as asas de uma joaninha, um telhado por onde vazam sonhos e um vizinho curioso. Mas quem disse que essas coisas não guardam surpresas?
De cada encontro, colhemos uma dose de aconchego ou de inspiração e, dos desencontros, pode nascer uma semente poderosa, capaz de virar árvore crescida dentro de cada um.
Espiando pela fresta tem o cotidiano como palco. As 22 frestas do livro trazem um olhar curioso para questões que apaixonam ou incomodam, sempre questões que tocam em um ponto sensível da vida.
“”Sonho alado””, texto de abertura, leva a um questionamento sutil sobre as prisões que inventamos e as liberdades conquistadas. A menina ganha um pássaro que acompanha o seu crescimento através das frestas de uma gaiola. Nasce aí um paralelo entre a prisão do bicho, a liberdade da menina e o questionamento sobre o

