Enquanto este livro era preparado, cerca de 100 mil armênios eram expulsos da região conhecida como Artsakh – ou internacionalmente como Nagorno-Karabakh. O ex-procurador-chefe do Tribunal Penal Internacional, Luis Moreno Ocampo, classificou a crisecomo um genocídio em curso, alertando para a fome como a arma invisível desse processo de extermínio. O bloqueio do Corredor de Lachin pelo Azerbaijão impediu o acesso a alimentos e suprimentos essenciais, levando à fuga desesperada da população armênia. A expulsão dos armênios de Artsakh reavivou as memórias de outro episódio cruel da história, ocorrido há mais de um século: o massacre dos armênios otomanos, conhecido como genocídio armênio.
O genocídio armênio (1915-1923) é uma ferida abertana história do povo armênio e um tema de disputa política que atravessa os séculos. Do reconhecimento internacional ao negacionismo oficial de Estados, da luta por justiça à sobrevivência cultural, este livro traça um panorama abrangente do que signi

