Conflitos em torno do passado parecem ocupar o centro do debate e do enfrentamento de diferentes grupos sociais em variadas partes do mundo. O presente livro é o resultado das reflexões das cinco autoras sobre as disputas da memória social e sobre osusos políticos do passado. Interessou-nos identificar diferentes gestos mnemônicos envolvidos no movimento iconoclasta atual, que procuraram exacerbar a dimensão performática e política da memória.
Acionamos conceitos que já estávamos elaborando em diálogo permanente com autores decoloniais e canônicos sobre memória e iconoclastia. Foi assim que chegamos à concepção de violência narrativa, isto é, de um encadeamento sígnico que permite não só narrar traumas do passado, mas constituir-se em elemento comunicacional, passível de análises, próprio dos discursos. Também retomamos e reforçamos a noção de gestos mnemônicos e iconoclastas, frequentes na vida cotidiana, especialmente em centros urbanos. Embora geralmente despercebidos pelo sens

