“”manhã de primavera
para todas as flores
dia de estreia””
Os primeiros textos de Alice Ruiz S que me chamaram a atenção já eram haikais. Eram traduções do poeta japonês Issa Kobayashi, mas acima de tudo soluções que me pareciam mais sintéticas que as originais. Por exemplo: “”vaga aqui / lume ali / o vaga-lume””. Isso foi há mais de duas décadas. De lá para cá conheci melhor a pessoa, a letrista e a poeta incansável que extrai poesia até da página em branco: “”página / que não dá poema / dá pena””.
Alice vê o haikai como um exercício fundamental para que o poeta saia de si e se concentre no mundo. Menos reflexão e mais apreensão. Menos sentimento e mais observação. O decurso do tempo cede lugar à percepção instantânea e palpável, como se pode ver aqui mesmo: “”paineira na chegada / ainda mais florida / no dia da saída””.
Neste jardim de Alice as palavras precisam se despojar dos sentidos acumulados ao longo da História para refazer a experiência humana a partir de um olhar inédito.
JARDIM DE HAIJIN – ILUMINURAS
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JARDIM DE HAIJIN – ILUMINURAS
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