A presente reedição atualizada de “”Memória de Santarém”” (904 págs.) resgata as venturas, desventuras, folguedos e agruras das populações que habitam na região do Baixo Amazonas, onde o rio Tapajós deságua no rio Amazonas. Nas entrelinhas de uma profusão de relatos, notícias e informações, “”garimpadas”” em papéis carunchentos, arquivos poeirentos, amarelecidas páginas de extintos jornais ou nas grotas da memória, a “”vida invisível”” dos legítimos donos desta terra clama por decifração. Tornar consciente essa necessidade é, provavelmente, ao lado de outras qualidades, o mérito primordial desta obra. A seguir, texto do escritor Nicodemos Sena, publicado nas orelhas do livro:
A civilização humana no Vale Amazônico, datada de mais ou menos 10 milanos, não deixou marcas palpáveis, pirâmides e obeliscos. Povos ágrafos, como os que o espanhol Francisco de Orellana encontrou na Amazônia em 1542, deixaram vestígios sutis, quase imperceptíveis, de sua existência; a transmissão oral era praticamen

