“”Porque lembrar era preencher o presente com o passado, o que significava que o custo de se lembrar de qualquer coisa, fosse o que fosse, era a própria vida. Nós nos matamos, ele pensou, ao lembrar.””
Numa noite chuvosa de fim de verão, um jovem imigrante está prestes a se jogar de uma ponte na Felicidade do Leste, uma cidadezinha esquecida no interior de Connecticut. Do outro lado do rio, porém, uma voz o impede – é Grazina, uma viúva lutando contra o avanço da demência. Essa conexão improvável entre duas pessoas à deriva dá início a uma relação que, ao longo de um ano, se transforma em um frágil pacto de sobrevivência mútua.
O imperador da Felicidade é uma história sobre aqueles que vivem à margem da sociedade – jovens, velhos, imigrantes, pobres, viciados -, descartados pelo sonho americano e relegados aos bastidores do progresso. Ocean Vuong transforma esses esquecidos em protagonistas de beleza pungente, capturando momentos de conexão humana em meio ao colapso econômico, à rotina

