Há algo de estranho no relacionamento entre Sosuke e Oyone, o casal de meia-idade que protagoniza este O portal, de Natsume Soseki – publicado originalmente em 1910, com êxito comercial instantâneo. Eles vivem aquele período do casamento em que as fagulhas da paixão juvenil já não ardem como outrora, embora ainda se mostrem afetuosos um com o outro. São, no entanto, solitários, resignados a uma espécie de clausura existencial em relação ao mundo, cujas razões o leitor terá de depreender das entrelinhas. Quando eles se veem praticamente forçados a dar abrigo ao irmão caçula de Sosuke, compreendemos que as dificuldades no relacionamento familiar guardam máculas ainda mais delicadas e traumáticas. Sosuke e Oyone parecem ter cometido, no passado, um “pecado” que os tornou alvos da maledicência alheia. Se hoje tal deslize talvez não pareça tão grave, é preciso levar em conta o contexto em que a história foi escrita: o Japão do início do século XX, com seus valores conservadores inquebrantáveis. Muito comparado a Machado de Assis, Soseki mostra aqui marcas de fato machadianas: metáforas, elipses e subentendidos, que hão de conduzir o leitor na compreensão das angústias que machucam a consciência dos protagonistas. Marco da maturidade literária de Soseki, O portal fecha uma trilogia composta ainda pelos romances Sanshiro (1908) e E depois (1909) – ambos publicados por este selo.
Autor: SOSEKI, NATSUME
Editora: ESTAÇÃO LIBERDADE
O PORTAL – ESTAÇÃO LIBERDADE
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