A SAUDADE MISTURA TUDO. A SAUDADE NÃO CONHECE O TEMPO, NÃO SABE O QUE É ANTES NEM DEPOIS. TUDO É PRESENTE.
Rubem Alves costumava dizer que as memórias mais vivas são aquelas que nos visitam sem serem chamadas; que estão guardadas dentro da gente, mas pertencem ao mistério do tempo: vêm quando querem, e trazem sabores, sons, rostos e sentimentos que pareciam esquecidos. É com esse espírito que ele revisita sua infância – e também seus medos e encantamentos – e transforma lembranças em literatura.
Cada página de O velho que acordou menino se mostra uma fresta aberta para os quintais de Minas Gerais, as casas repletas de vozes e as histórias ouvidas em volta do fogão a lenha. Aqui, o autor não fala apenas do passado; ele convida o leitor a reencontrar a própria criança interior, aquela que ainda é capaz de se maravilhar com as coisas simples da vida.
Este é mais que um livro de memórias: os textos aqui são moldados também a partir da imaginação, da fantasia e dos reencontros. Ao narrar

