Só depois de tudo observar longamente chorou. Era um choro miúdo como ela, um choro que não queria incomodar nada nem ninguém, um choro baixinho que sequer feriu o silêncio da casa; chorou porque era preciso, porque todos os recém-nascidos devem chorar e assim se comportou. Emília nasceu obediente e boa. Depois dormiu. Dormiu um longo sono como se estivesse muito cansada do trabalho de nascer, da luta pela qual havia passado e que havia durado tantas horas. Ela ainda não podia saber, mas essa tinha sido a primeira de todas as lutas que enfrentaria na sua longa vida sem reclamar, esbravejar ou chorar. Apenas porque assim tinha de ser e em seu pequeno ser ela já sabia.
Fez-se silêncio. O mundo se pôs tão quieto como se tivesse parado e todas as coisas deixado de existir.
O VENTO QUE VESTE A PELE – HUCITEC
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O VENTO QUE VESTE A PELE – HUCITEC
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