Nos contos que compõem este volume, Alexandre Soares Silva mistura filosofia, misticismo, cultura pop e sátira política num baralho de histórias em que o real e o delírio trocam de lugar com naturalidade.
Um DJ que revela segredos cósmicos nas ruas de Moema; Borges, o Vigilante Rodoviário e o Marechal Rondon debatendo o sentido do cerrado; Jung enfrentando seus filhos simbólicos à beira do lago de Zurique; um homem que ouve, no próprio cérebro, o podcast que narra sua morte – todos personagens de um mesmo jogo de ironia e assombro.
Cada conto é uma peça de humor culto e melancólico, no qual a linguagem – sempre precisa, elegante e insolente – tenta decifrar o Brasil, o inconsciente e o absurdo do mundo moderno. Soares Silva confirma aqui sua posição singular na literatura brasileira contemporânea: a de quem escreve como se pensasse, e pensa como quem sonha.
Um livro sobre os mistérios menores da alma e os delírios maiores da razão.

