REPORTAGEM-POEMA
De uma natureza atemporal
“”Meu quintal é maior do que o mundo. Sou um apanhador de desperdícios: Amo os restos”” – Manoel de Barros
A palavra Paraguai (Paragua-y) remete à vertente guarani, que também é língua oficial desse tão próximo e tão distante país vizinho. Assim como Asunción, Concepción, Encarnación, Vallemí – todas às margens do grande rio – trazem à memória os colonizadores espanhóis. Mas o Paraguai nação é mais. Tem gente que se impressiona com Ciudad del Este, na fronteira com o Brasil, em Foz do Iguaçu. Lugar de intenso comércio de bugigangas e de novidades eletroeletrônicas, moda, esporte, utilidades, inutilidades também. Transeuntes locais formam a paisagem humana de origem árabe e chinesa, as predominantes. Isto além do mosaico das presenças guarani e de outras diversas procedências: ameríndios, brancos europeus, amarelos. Ali se negociam armas, drogas, escravas sexuais, órgãos humanos. A lei passa longe dali. Porém, o rio Paraguai que tra

