Pedro Fabro foi o primeiro companheiro de Inácio de Loiola, em Paris. Enquanto ajudava Inácio a entrar no mundo das Letras e da Filosofia, Inácio foi-o ajudando a deslindar o enredo da sua vida. Neste processo, Fabro assumiu a sua vocação ao sacerdócio, tornou-se colaborador de Inácio na fundação da Companhia de Jesus e, como jesuíta, passou o resto dos seus quarenta anos de vida viajando pela Europa e levando a toda a parte o «suave odor» de Cristo e do seu Evangelho.
Pedro Fabro ficou, no entanto, envolto num relativo esquecimento, se comparado com alguns dos seus companheiros na aventura de fundar a Companhia de Jesus, sob a liderança de Inácio de Loiola. A sua personalidade discreta assim o permitiu. E apesar de ter percorrido os caminhos de uma Europa em crise, social e religiosa, da Itália à Alemanha, da Alemanha a Espanha e Portugal (onde passou por Lisboa, Coimbra e Évora) e regressando a Roma, onde morreu, a 1 de agosto de 1546, as suas pegadas foram-se apagando, levadas pela

