Em Regras para a direcção do espírito, Pedro Eiras toma o mito do livro infinito de Stéphane Mallarmé e nos apresenta essa obra que, apesar de aparentar, enganosamente, uma linha narrativa, não consegue se fixar em um gênero definido. Infinitamente aberta, Regras para a direcção do espírito, mais do que tensionar, performa as imensas possibilidades de montagem de um livro enquanto pede uma leitura em saltos. Possibilidades essas que são ainda mais ampliadas com as inserções em desenhos do artista Pedro Proença, que dividem lado a lado o espaço das páginas com os textos de Eiras.
Quando Mallarmé chega à casa de Erwin Schrödinger com seu Livre, enfim concluído após anos ininterruptos de trabalho, é surpreendido pelo gato de seu anfitrião,o Aleph, que faz com que o poeta caia e desmonte a ordem das páginas da invenção. Essa é a primeira entrada do livro de Pedro Eiras, que, após essa sequência, traz no rodapé da página as possibilidades para o leitor seguir a história. Novas possibili

