Todo homem, diz Aristóteles, tem o desejo natural de saber; isto é, o desejo de saber é inato. Manifesta-se já na criança através dos insistentes “”por quê?”” e “”como?””. O desejo de saber é o princípio das ciências, cuja finalidade primeira não é dar ao homem meios de agir sobre a natureza, e, sim, satisfazer-lhe a curiosidade natural.
Se o desejo de saber é assim essencial ao homem, deve, então, ser universal no tempo e no espaço. É esta, de fato, a lição da história. Não há povo, por mais afastado, em que se não manifeste essa inclinação natural da inteligência. O desejo de saber é, assim, tão velho quanto a humanidade.
Pelo que precede, vê-se que a Filosofia é a mais elevada e a mais perfeita das ciências, primeiro porque é perfeitamente racional ou sistemática, enquanto visa a descobrir as causas e os princípios primeiros; segundo, porque ela dispõe de um método rigoroso, apropriado ao seu objeto formal. As ciências da natureza propõem-se apenas a estabelecer relações de conhecimento
TRATADO DE FILOSOFIA, VOL. I – CALVARIAE EDITORIAL (CD)
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