Caro leitor, com sua licença volto no tempo, cruzo os muros de um seminário católico e – antes mesmo de espiar a sala de aulas do 3º clássico – retomo aqueles sons que teimam em doer saudades, tão bons, tão nossos pois de uma família que, sete anos idos, o futuro espalhou. À frente o padre Humberto Capobianco, mestre construtor de gente, um sem-número de matérias, de tudo um pouco muito – o latim, o grego, o futebol, livros, história e estórias -, sempre a instigar asas, ensinando-as a voar. E nós ali, ainda roubando frutas e simulando barbas, tateando o chão já tramando maiores saltos.
Meu compromisso diário e solene com o latim se encerrava então, reencontrando-nos às vezes. Por culpa dessas vezes e porque, feliz teimosia, o mundo jurídico me voltou ao colo, nasceu este compêndio. E pela obsessão de restabelecer justiça a uma língua hoje abandonada, portanto indefesa – visitando-lhe a grafia, em parte maltratada pelas reedições, revisitando-lhe as traduções, em parte desgastadas pel

