Publicado originalmente em Portugal pela Tinta-da-China, em 2016, Víveres é um livro sobre trabalhos, mas também sobre morada, habitação, casa, quarto, telhado, terraço, cave, sótão, rua, esquina, zona. Para o crítico Gustavo Rubim, em nota ao jornalPúblico, “”o melhor que se pode dizer de Víveres é que é um livro cujos poemas suscitam menos o desejo de interpretar ou de comentar do que a vontade de os aprender de cor. Mas isso é mesmo o melhor que se pode dizer de um livro de poesia””.
O livro,agora publicado no Brasil, marcando a estreia do poeta português no país, é o quinto e último volume d’A Colecção. Segundo Ederval Fernandes, que assina o posfácio da versão brasileira da obra, “”não seria um despropósito dizer que uma das vontadesque constrói Víveres está nessa urgente (por que sentimental e humana) necessidade de medir a desmensura do mundo, sua simultânea abundância e escassez: ‘é vasto sim o mundo mas onde”” ou “”como dar conta de penúria tão vasta, forma, sentido, (…)’.

